Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Janela para o passado - TWA, 1966

Há 60 anos - relógios Longines, 1958


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - sacos, relógios Hamilton

Meditações - escaravelho do tempo

In the cowslip pips I lie,
Hidden from the buzzing fly,
While green grass beneath me lies,
Pearled with dew like fishes' eyes,
Here I lie, a clock-o'-clay,
Waiting for the time o' day.

While the forest quakes surprise,
And the wild wind sobs and sighs,
My home rocks as like to fall,
On its pillar green and tall;
When the pattering rain drives by
Clock-o'-clay keeps warm and dry.

Day by day and night by night,
All the week I hide from sight;
In the cowslip pips I lie,
In the rain still warm and dry;
Day and night and night and day,
Red, black-spotted clock-o'-clay.

My home shakes in wind and showers,
Pale green pillar topped with flowers,
Bending at the wild wind's breath,
Till I touch the grass beneath;
Here I live, lone clock-o'-clay,
Watching for the time of day.

John Clare

terça-feira, 22 de maio de 2018

Júlio Pomar (1926 - 2018) e os relógios Jaeger-LeCoultre


(fotos arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Faleceu Júlio Pomar. O artista plástico, com uma obra multi-facetada, foi um dos criadores portugueses que a manufactura relojoeira suíça Jaeger-LeCoultre desafiou para a produção de uma edição especial para o mercado português, do seu modelo mais popular, o Reverso. Pomar foi "repetente", usando de novo como "paleta" um relógio de pulso, desta vez modelo Master Control, numa série limitada de 30 exemplares. Na foto em cima, em 2005, estamos com Júlio Pomar na boutique Jaeger-LeCoultre, na Place Vendôme, em Paris, admirando exactamente um dos exemplares do Master Control  com o seu nome, num conjunto escultórico a que ele chamou "Escutar o Tempo".



Antes, o dia tinha começado com uma visita ao atelier parisiense onde as peças estavam a ser fundidas.

O texto que então escrevemos para o Público, suplemento Primus - Objectos de Prazer, que criámos e então coordenávamos:

Edição especial

Pomar e o som do Tempo

O que faz uma tartaruga em cima do D. Quixote, com uma cabeça de lebre na carapaça? O mundo é feito de acasos, que o processo criativo não deve contrariar. É a segunda aventura de Júlio Pomar no mundo do Tempo, um conjunto escultórico que acompanhará um relógio de excepção.

“É um processo criativo semelhante a tantos outros. Como Camões ou Sofia de Mello Breyner, que pegam nas palavras, ao dispor de toda a gente, e que as associam como nunca ninguém o fez”. Mestre Júlio Pomar, de ombro na ombreira, qual verso de O’Neill, sorriso maroto, olhos brilhantes, vai apontando para a encomenda que acaba de chegar ao atelier do seu amigo Daniel Pinoy, no 15º Bairro de Paris.

A peça em bronze, fundida em Marselha, consiste numa base, um livro (D. Quixote), onde está uma tartaruga e, sobre esta, uma cabeça de lebre. Esta espécie de “cadáver esquisito” tem o título de “Écouter le Temps”, e fará conjunto com um relógio Jaeger-LeCoultre Master Control, numa série limitada de 30 exemplares.

O conjunto escultórico servirá ainda de estojo ao relógio e a lebre, com a sua cabeça inclinada, pode servir de escaparate para se pendurar este Master Control de corda automática, com caixa de 40 mm e rotor em ouro maciço, estanque até 50 metros, fundo transparente em vidro de safira. A assinatura de Pomar aparece discretamente no fundo e de lado da caixa. O conjunto custa 19.750 euros.

No meio da confusão criativa do atelier de Daniel Pinoy (que produziu grande parte da obra do recentemente falecido Arman), deambulando por peças suas, arrumadas em prateleiras, à espera de acabamento, Pomar recorda a série de tartarugas-mãos ou de lebres que sempre povoaram o seu imaginário, passando primeiro por desenhos e depois por esculturas.” Não é por acaso que os cães acabam por ser parecidos com os donos”, diz mestre Pomar, reivindicando-se indirectamente meio tartaruga, meio lebre. “Não devemos encontrar grande explicação para as coisas, são assim, e pronto. Obra do destino”.

Depois de almoço, já na boutique Jager-LeCoultre na Place Vendôme, onde mestre Pomar se presta a uma sessão de fotografia, para curiosidade de clientes japoneses, o destino parece bater mais uma vez à porta do artista. Ele acaba por descobrir que aquela casa, agora muito transformada, foi nos anos 60 do século passado uma galeria de arte. A primeira onde expôs a sua obra, em Paris, quando vivia ali o exílio. Hoje, reparte a sua vida entre a capital francesa e Lisboa.


(imagem Espiral do Tempo / Torres Distribuição)

Não é a primeira vez que Júlio Pomar aceita o desafio de “ler” o Tempo. Para a Jaeger-LeCoultre tinha feito anteriormente, em 2000, um desenho, que depois foi gravado numa série limitada de modelos Reverso, com a fábula da lebre e da tartaruga. Isso deu início a outras experiências com o Reverso, tendo participado também Manuel Cargaleiro, Paula Rego e José de Guimarães.

A ideia da Jaeger-LeCoultre e do seu representante em Portugal, a C. S. Torres Distribuição, é iniciar agora uma leitura escultórica do Tempo, lançando o desafio a outros artistas plásticos portugueses. “Écouter le Temps” foi apenas a primeira.










Em 2005 eramos igualmente o Editor do suplemento Focus Relógios.

Escrevemos então:

Escutar o tempo

Mete a lenda da lebre e da tartaruga, acrescenta-se-lhe uma obra de que se está a comemorar um centenário – o Quixote, de Cervantes. E aí está um belo suporte, todo em bronze, para um relógio. Criado especialmente por Júlio Pomar para a nova edição limitada da Jaeger-LeCoultre para o mercado português.

Inesperadamente, Júlio Pomar faz um reencontro com a sua vida – a boutique Jaeger-LeCoultre na Place Vendôme, em Paris, onde ele faz uma sessão de fotografias com a sua última criação é exactamente o local onde, há 40 anos, expôs pela primeira vez na capital francesa.

Pomar, que tinha já colaborado com a manufactura relojoeira suíça e o seu importador para Portugal na criação de um relógio de série limitada – nesse caso um modelo Reverso, voltou a ser solicitado. E desta vez o objectivo era fazer uma “leitura” escultórica do Tempo.

“A lebre e a tartaruga já povoavam o meu imaginário e a minha obra, especialmente a última. Quando me pediram para interpretar o tempo, com um desenho, não hesitei em juntá-las, pretendendo com isso chamar a atenção para as várias velocidades de um mesmo tempo”, diz Júlio Pomar. “Agora, na escultura, passei alguns dias no atelier de Daniel Pinoy, com quem costume trabalhar os meus bronzes, e os dois animais voltaram naturalmente a aparecer. Como que por acaso, estava por ali uma velha edição da obra de Cervantes, e as coisas encaixaram de novo naturalmente uma nas outras”. O relógio Jaeger-LeCoultre que ostentará uma discreta assinatura de Pomar será desta vez o modelo Master Control – agora limitado a 30 exemplares. Com movimento automático e 45 horas de reservas de corda, tem rotor e caixa de 40 mm, em ouro maciço, sendo estanque até 50 metros. Custará 19.750 euros e será vendido com o conjunto escultórico em bronze, podendo o possuidor pendurar o Master Control numa das orelhas da lebre. Daí o nome da peça: “Escutando o Tempo”.

A Jaeger-LeCoultre, através da iniciativa do seu importador para Portugal, a C. S. Torres, já tinha feito quatro séries limitadas do modelo Reverso, para o que tinha convidado, além de Pomar, outros artistas plásticos portugueses – Manuel Cargaleiro, Paula Rego e José de Guimarães, que criaram ilustrações para uma das faces do famoso modelo. Esta iniciativa “Escutando o Tempo” deverá iniciar uma série de novas iniciativas com edições especiais Jaeger-LeCoultre para o mercado português, agora numa leitura escultórica.




Tempo de Cozedura, pintura de Júlio Pomar, de 1992

Janela para o passado - há 20 anos... City Desk no Pavilhão de Portugal na Expo98

Há 60 anos - campanha da indústria relojoeira suíça, 1958


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - sacos, relógios a.b.art

Meditações - a quarta dimensão

There is no difference between Time and any of the three dimensions of Space except that our consciousness moves  along it.

H. G. Wells

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Janela para o passado - perfume Hermès, 1966

Há 60 anos - diamantes, campanha De Beers, 1958


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - saco, relógios Chronoswiss

Meditações - o futuro enquanto jovem

Being young, I was skeptical of the future, and saw it as a matter of potential only, a state of things that might or might not arise and probably never would.

John Banville

sábado, 19 de maio de 2018

Janela para o passado - Schwarzkopf, 1966

Há 60 anos - relógios automáticos, campanha de informação, 1958


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - sacos, relógios Breguegt

Chegado(s) ao mercado - relógios Swatch Skin Irony


Sob o lema #FutureClassic, e com a colaboração de modelos-estátua, o espaço Village Underground, em Lisboa, foi por estes dias o palco do lançamento dos oito novos modelos Swatch Skin Irony. Calibres de quartzo, caixas de metal, com 5,8 mm, de espessura, pulseiras de metal, pele ou silicone.